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Doar órgãos é salvar vidas

Levantamento constata o aumento de doadores nos últimos anos

A resistência em se tornar doador de órgãos está se quebrando a medida que melhora a qualidade na comunicação sobre esta questão. Há poucos anos, a qualidade nos transplantes ainda era questionável por boa parte dos brasileiros. Todavia, um levantamento do Portal do Governo do Brasil revela que o número de doador de órgãos bateu recordes nos últimos dois anos passando de 24 para cerca de 27 mil.

Segundo a Aliança Brasileira pela Doação de Órgãos e Tecidos (Adote), há fatores que contribuíram para melhoria do número de doados após anos em estado de alerta. Um dos mais importantes, segundo a Adote, é o treinamento das equipes de transplante, assim como, a qualidade em comunicar a possibilidade de doação aos familiares de pessoas falecidas.

Embora haja o crescimento, o trabalho ainda está longe do alcance desejado. No fim do ano passado, mais de 32,4 mil pacientes adultos estavam na fila de espera por um órgão, além de outras mil crianças que também aguardam um transplante.

Força-tarefa a favor da vida

O Brasil aumentou muito as ações de treinamento das equipes de doação. Ainda segundo a Adote, há dados do mundo inteiro que apontam que os aumentos nas taxas de doação variam de 40% a 500% quando se comparam equipes treinadas e não treinadas.

Dois decretos assinados pela presidência da república, em 2016 e em 2017, essenciais para o aumento na taxa de doadores efetivos. Um deles determina que uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) permaneça em solo exclusivamente para transporte de órgãos para transplante. Desde a assinatura do decreto, em junho de 2016, a FAB transportou 512 órgãos: 235 fígados; 143 corações; 76 rins; 21 pâncreas; 27 pulmões; 6 tecidos ósseos; e 4 baços.