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Colesterol ruim contribui para doenças cardiovasculares

67% das pessoas desconhecem suas taxas de colesterol

Atualmente, cerca de 40% dos brasileiros tem colesterol alto e, aproximadamente, 17 milhões de pessoas morrem em todo o mundo devido às doenças do coração, em decorrência do mau colesterol. Tudo isso pode ser evitado com uma boa alimentação balanceada recheada de frutas e legumes. Frituras, chocolates e produtos industrializados, apesar de terem uma sabor diferenciado, são fonte do mau colesterol.

O colesterol é considerado um tipo de gordura produzida pelo organismo. Ele desempenha funções essenciais como a produção de hormônio e de vitamina D, por exemplo. Porém, o colesterol em excesso é prejudicial à saúde o que aumenta o risco de desenvolver doenças cardiovasculares. Ele está presente em alimentos de origem animal, como a carne, o leite integral e os ovos.

Nosso sangue é composto por dois tipos de colesterol: o LDL, que é conhecido como ruim por entrar nas artérias e provocar seu entupimento; e o HDL, conhecido como bom, por retirar o excesso de colesterol das artérias, impedindo seu depósito e diminuindo a formação da placa de gordura.

Crianças e adolescentes

O colesterol alto na infância e adolescência está relacionado, na maioria dos casos, ao sedentarismo e à má alimentação. Mas também pode ser provocado por uma doença genética ou histórico familiar, como pais e avós que tenham tido infarto ou derrame.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a dieta alimentar do brasileiro, adolescentes de 14 a 18 anos de idade são os que mais ingerem alimentos com colesterol. Entre os meninos, a média é de 282,1 miligramas por dia e, entre as meninas, de 237,9 miligramas - as maiores médias registradas em comparação às faixas etárias analisadas dos dois sexos. O recomendado é ingerir de 200 a 300 miligramas de colesterol por dia.

O colesterol alto não traz problemas imediatos para as crianças e adolescentes, mas aumenta o risco de doenças cardíacas e até de infarto na fase adulta, aos 25 ou 30 anos de idade.

Como não apresenta sintomas claros, os pais devem ficar atentos se a criança ou adolescente começar a engordar muito e, principalmente, se houver histórico na família de morte por infarto, de obesidade, de sedentarismo e alimentação com exagero de gorduras saturadas. Outra indicação é observar e controlar o nível de colesterol a partir dos dez anos de idade.

Colesterol: o que é bom e o que é ruim

Os alimentos ricos em colesterol ruim são: bacon, chantilly, ovas de peixes, biscoitos amanteigados, doces cremosos, peles de aves, camarão, queijos amarelos, carnes vermelhas gordas, gema de ovos, sorvetes cremosos e creme de leite.

Já os alimentos que ajudam a reduzir o colesterol são: aipo, couve-de-bruxelas, ameixa preta, couve-flor, mamão, amora, damasco, mandioca, azeite de oliva, ervilha, pão integral, aveia, farelo de aveia, pera, cenoura, farelo de trigo, pêssego, cereais integrais, feijão, quiabo, cevada, figo e vegetais folhosos.

Medidas preventivas

Para evitar o distúrbio, é recomendada uma dieta saudável, rica em verduras, legumes, frutas e carnes magras. A substituição do leite e derivados integrais por produtos desnatados também pode ajudar. O consumo de alimentos que não contenham gordura saturada ou hidrogenada; o controle da pressão arterial; o abandono do cigarro; a manutenção do peso; e a periodicidade dos exames clínicos também são boas estratégias de como se cuidar melhor.