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ANS registra aumenta de 8% em partos normais

Cesáreas desnecessárias podem apresentar sérios riscos para a população brasileira

Os resultados preliminares da Fase 2 do Projeto Parto Adequado foram anunciados na Sessão de Aprendizado Presencial (SAP) em São Paulo, no início do mês. A parceria da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) com o Hospital Israelita Albert Einstein e o Institute for Healthcare Improvement visa identificar modelos inovadores e viáveis de atenção ao parto e nascimento, reduzindo o número de cesarianas desnecessárias por meio de mudanças nas práticas de cuidado baseadas em evidência científica e na conscientização de gestantes, e de toda a rede de atenção obstétrica, sobre os benefícios do parto normal.

Na ocasião, o diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS, Rodrigo Aguiar, e o presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, Sidney Klajner, assinaram a renovação do Acordo de Cooperação Técnica entre ANS, IHI e Einstein, do qual o Projeto Parto Adequado deriva.

Para o diretor Rodrigo Aguiar, as parcerias são fundamentais para o sucesso do Parto Adequado.

- É essencial estabelecer parcerias para que possamos alcançar a excelência nos mecanismos de indução ao parto adequado. Cada ator desempenha um papel fundamental para atingirmos os objetivos do Projeto. A ANS mobiliza prestadores e operadoras, o IHI e o Einstein compartilham a metodologia indutora de redução das cesáreas desnecessárias e, a partir de agora, Abenfo e Febrasgo mobilizam as classes profissionais envolvidas diretamente no parto - afirma o diretor da ANS.

Os riscos das cesáreas desnecessárias para a população brasileira foram apontados na pesquisa Burden of early-term birth on adverse infant outcomes: a population-based cohort study in Brazil, que conclui que as cesarianas eletivas e os partos induzidos em mulheres com 37 a 38 semanas de gestação geram mais chances de ocorrência de morte neonatal, hipoglicemia, taquipneia transitória. Isso que reduz as chances de continuidade de aleitamento materno exclusivo até os seis meses, aumentando os prejuízos sofridos por esses bebês. Realizada no Brasil, a pesquisa permitiu conhecer a gravidade das cesarianas eletivas para a saúde dos bebês brasileiros.

Fonte: ANS