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Rio teve quase 3 mil casos de chikungunya este ano

A cidade do Rio de Janeiro lidera o número de casos de chikungunya em todo o país. Do início de janeiro até a última segunda-feira (25/4) foram registrados 2.753 casos. Os números da Secretaria Municipal de Saúde do Rio mostram que, só em janeiro, foram 1.644 casos notificados. Já em fevereiro, esse número foi de 719 casos, e em março, 390 casos.

Se considerarmos apenas as notificações deste mês de março, o bairro Senador Vasconcelos, na Zona Oeste da cidade, lidera o ranking com 38 notificações. O Jardim Botânico, na Zona Sul, também está entre os bairros com maior índice: só este mês foram 20 casos, segundo dados da SMS. Em janeiro, foram quatro casos e em fevereiro também quatro casos.

Na terceira posição vem Bangu, com 18 casos; Paciência com 17; Curicica, com 15; Jacaré, com 16; e Irajá, com 14. Todos esses casos foram notificados somente neste mês de março. No acumulado de 2019, considerando os meses de janeiro, fevereiro e março, a região de Jacarepaguá registra 521 casos da doença, seguida pela região de Santa Cruz, com 237 casos notificados, e a região de Realengo, com 205 registros.

O que é chikungunya?

A febre pelo vírus Chikungunya é um arbovirus, aqueles transmitidos por picadas de insetos, especialmente mosquitos, mas também pode carrapatos. O transmissor do chikungunya é o mosquito Aedes aegypti, que precisa de água parada para proliferar, portanto, o período do ano com maior transmissão são os meses mais chuvosos de cada região. No entanto, é importante manter a consciência e hábitos sadios de higiene para evitar possíveis focos/criadouros do mosquito Aedes Aegypti, que pode ter ovos resistindo por um ano até encontrar as condições favoráveis de proliferação (tempo quente e úmido).

Sintomas

Os principais sintomas da chikungunya são:

- Febre

- Dores intensas nas juntas, em geral bilaterais (joelho esquerdo e direito, pulso direito e esquerdo, etc)

- Pele e olhos avermelhados

- Dores pelo corpo

- Dor de cabeça

Náuseas e vômitos

Cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas. Normalmente, os sintomas aparecem de dois a 12 dias da picada do mosquito, período conhecido como incubação.

Depois de infectada, a pessoa fica imune pelo resto da vida